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Probióticos e prebióticos

20 janeiro, 2016 | Alimentação - Dicas | Monica Wagner

Gente, vocês já devem alguma vez ter ouvido falar sobre probióticos e prebióticos, né?

Eu já tinha ouvido várias vezes mas não sabia ao certo como eles agiam e nem a diferença entre eles, então resolvi pesquisar em sites científicos para ter certeza que a informação estaria correta e quero então compartilhar com vocês, principalmente para aqueles que como eu, também tinham dúvidas!!!

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Os probióticos e prebióticos são conceitos novos classificados como alimentos funcionais1. Para quem não sabe, os alimentos funcionais são os que além de fornecerem a nutrição básica, promovem a saúde. Eles tem um grande papel na prevenção da saúde, usando para isso mecanismos que vão além da nutrição convencional, mas lembrando que eles atuam na prevenção e não na cura de doenças.

O nosso sistema gastrintestinal é um ambiente repleto de microrganismos que desempenha diversas funções, a menos que ele esteja desequilibrado, ou seja, que tenha um domínio dos microrganismos maléficos a nós. Aí que entram os probióticos, prebióticos na suplementação, para estabelecerem novamente esse equilíbrio.

Os probióticos são microrganismos vivos, que quando consumidos em quantidades adequadas, proporcionam benefícios a nossa saúde. Entre seus benefícios, podemos citar: melhora do nosso sistema imunológico, multiplicação de bactérias benéficas, estabilização da microbiota intestinal após uso de antibióticos, melhora da digestão da lactose em pessoas intolerantes, melhora da constipação e aumento da absorção de vitaminas e minerais.

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Podem ser encontrados em alguns alimentos como leites fermentados, mas é bem comum vê-los manipulados, pois quando manipulamos existe uma combinação de diversos tipos de probióticos e em quantidades que realmente façam os efeitos citados.

Já os prebióticos são ingredientes alimentares que são os principais substratos de crescimento dos microrganismos dos intestinos. Eles não são digeridos no intestino delgado e ao chegarem no nosso intestino grosso servem de alimento para os probióticos, ajudando assim no crescimento e aumentando a quantidade dessas bactérias boas para nós. Os prébióticos podem estar presentes naturalmente nos componentes da dieta ou serem adicionados a ela. São os oligossacarídeos resistentes, como os frutooligossacarídeos. Estão presentes na chicória, alho-poró, alho, bananas, cebola, tomate, beterrraba, aspargos, alcachofra, yacon, centeio, aveia, trigo, mel, cerveja, açúcar mascavo, dentre outros.

Depois de ler tudo isso, sei que prezar pela saúde da nossa microbiota intestinal é garantia de uma melhor qualidade de vida, principalmente agindo na prevenção e não esperando ficarmos doentes para saber o motivo e ter que remediar a situação. Grande parte do nosso hormônio do bem-estar é produzido no nosso intestino e por esse motivo também é importante cuidar do nosso “Segundo Cérebro” como dizem muitos médicos, pois o intestino é responsável diretamente pelo nosso bem-estar.

 

Referências

1- ROBERFROID, M.B. Functional food concept and its application to

prebiotics. Dig. Liver Dis., Rome, v.34, suppl.2, p.S105-S110, 2002.

2- SANDERS, M.E. Overview of functional foods: emphasis on probiotic

bacteria. Int. Dairy J., Amsterdam, v.8, p.341-347, 1998.

3- BIELECKA, M.; BIEDRZYCKA, E.; MAJKOWSKA, A. Selection of

probiotics and prebiotics for synbiotics and confirmation of their in vivo

effectiveness. Food Res. Int., Amsterdam, v.35, n.2/3, p.125-131, 2002.

4- PUUPPONEN-PIMIÄ, R.; AURA, A.M.; OKSMAN-CALDENTEY, K.M.;

MYLLÄRINEN, P.; SAARELA, M.; MATTILA-SANHOLM, T.; POUTANEN, K.

Development of functional ingredients for gut health. Trends Food Sci.

Technol., Amsterdam, v.13, p.3-11, 2002.

5- SHAH, N.P.; LANKAPUTHRA, W.E.V. Improving viability of Lactobacillus

acidophilus and Bifidobacterium spp. in yogurt. Int. Dairy J., Amsterdam, v.7,

p.349-356, 1997.

6- CHARTERIS, W.P.; KELLY, P.M.; MORELLI, L.; COLLINS, J.K. Ingredient

selection criteria for probiotic microorganisms in functional dairy foods. Int. J.

Dairy Technol., Long Hanborough, v.51, n.4, p.123-136, 1998.

7- JELEN, P.; LUTZ, S. Functional milk and dairy products. In: MAZZA, G.,

ed. Functional foods: biochemical and processing aspects. Lancaster:

Technomic Publishing, 1998. p.357-381.

8- KLAENHAMMER, T.R. Probiotics and prebiotics. In: DOYLE, M.P.;

BEUCHAT, L.R.; MONTVILLE, T.J. Food microbiology: fundamentals and

frontiers. 2.ed. Washington: ASM, 2001. p.797-811.

9- KAUR, I.P.; CHOPRA, K.; SAINI, A. Probiotics: potential pharmaceutical

applications. Eur. J. Pharm. Sci., Amsterdam, v.15, p.1-9, 2002.

10- TUOHY, K.M.; PROBERT, H.M.; SMEJKAL, C.W.; GIBSON, G.R. Using

probiotics and prebiotics to improve gut health. Drug Discovery Today,

Haywards Heath, v.8, n.15, p.692-700, 2003.

11- Cuppari L. Guia de nutrição: nutrição clínica no adulto. Efeitos do

consumo de probióticos… Raizel R et al. Revista Ciência & Saúde, Porto

Alegre, v. 4, n. 2, p. 66-74, jul./dez. 2011 Escola Paulista de Medicina. 2ª ed.

São Paulo: Manole; 2005.

12- Karkow FJA, Faintuch J, Karkow AGM. Probióticos: perspectivas

médicas. Rev AMRIGS. 2007 jan/mar; 51:38- 48.

13- Passos LML, Park YK. Fructooligosaccharides: implications in human

health being and use in foods. Cienc Rural. 2003;33(2):385-390.

Gente, vocês já devem alguma vez ter ouvido falar sobre probióticos e

prebióticos, né? Eu já tinha ouvido várias vezes mas não sabia ao certo como

eles agiam e nem a diferença entre eles, então resolvi pesquisar em sites

científicos para certeza que a informação estaria correta e quero então

compartilhar com vocês, principalmente para aqueles que como eu, também

tinham dúvidas!!!

Os probióticos e prebióticos são conceitos novos classificados como

alimentos funcionais1. Para quem não sabe, os alimentos funcionais são os

que além de fornecerem a nutrição básica, promovem a saúde. Eles tem um

grande papel na prevenção da saúde, usando para isso mecanismos que vão

além da nutrição convencional, mas lembrando que eles atuam na prevenção

e não na cura de doenças2.

O nosso sitema gastrintestinal é um ambiente repleto de

microrganismos que desempenha diversas funções, a menos que ele esteja

desequilibrado, ou seja, que tenha um domínio dos microrganismos maléficos

a nós. Aí que entram os probióticos, prebióticos na suplementação, para

estabelecerem novamente esse equilíbrio3.

Os probióticos são microrganismos vivos, que quando consumidos em

quantidades adequadas, proporcionam benefícios a nossa saúde. Entre seus

benefícios, podemos citar: melhora do nosso sistema imunológico,

multiplicação de bactérias benéficas, estabilização da microbiota intestinal

após uso de antibióticos, melhora da digestão da lactose em pessoas

intolerantes, melhora da constipação e aumento da absorção de vitaminas e

minerais4-10. Podem ser encontrados em alguns alimentos como leites

fermentados, mas é bem comum vê-los manipulados, pois quando

manipulamos existe uma combinação de diversos tipos de probióticos e em

quantidades que realmente façam os efeitos citados.

Já os prebióticos são ingredientes alimentares que são os principais

substratos de crescimento dos microrganismos dos intestinos. Eles não são

digeridos no intestino delgado e ao chegarem no nosso intestino grosso

servem de alimento para os probióticos, ajudando assim no crescimento e

aumentando a quantidade dessas bactérias boas para nós11,12. Os prébióticos

podem estar presentes naturalmente nos componentes da dieta ou serem

adicionados a ela. São os oligossacarídeos resistentes, como os

frutooligossacarídeos. Estão presentes na chicória, alho-poró, alho, bananas,

cebola, tomate, beterrraba, aspargos, alcachofra, yacon, centeio, aveia, trigo,

mel, cerveja, açúcar mascavo, dentre outros13.

Depois de ler tudo isso, sei que prezar pela saúde da nossa microbiota

intestinal é garantia de uma melhor qualidade de vida, principalmente agindo

na prevenção e não esperando ficarmos doentes para saber o motivo e ter

que remediar a situação. Grande parte do nosso hormônio do bem-estar é

produzido no nosso intestino e por esse motivo também é importante cuidar

do nosso “Segundo Cérebro” como dizem muitos médicos, pois o intestino é

responsável diretamente pelo nosso bem-estar.

Referências

1- ROBERFROID, M.B. Functional food concept and its application to

prebiotics. Dig. Liver Dis., Rome, v.34, suppl.2, p.S105-S110, 2002.

2- SANDERS, M.E. Overview of functional foods: emphasis on probiotic

bacteria. Int. Dairy J., Amsterdam, v.8, p.341-347, 1998.

3- BIELECKA, M.; BIEDRZYCKA, E.; MAJKOWSKA, A. Selection of

probiotics and prebiotics for synbiotics and confirmation of their in vivo

effectiveness. Food Res. Int., Amsterdam, v.35, n.2/3, p.125-131, 2002.

4- PUUPPONEN-PIMIÄ, R.; AURA, A.M.; OKSMAN-CALDENTEY, K.M.;

MYLLÄRINEN, P.; SAARELA, M.; MATTILA-SANHOLM, T.; POUTANEN, K.

Development of functional ingredients for gut health. Trends Food Sci.

Technol., Amsterdam, v.13, p.3-11, 2002.

5- SHAH, N.P.; LANKAPUTHRA, W.E.V. Improving viability of Lactobacillus

acidophilus and Bifidobacterium spp. in yogurt. Int. Dairy J., Amsterdam, v.7,

p.349-356, 1997.

6- CHARTERIS, W.P.; KELLY, P.M.; MORELLI, L.; COLLINS, J.K. Ingredient

selection criteria for probiotic microorganisms in functional dairy foods. Int. J.

Dairy Technol., Long Hanborough, v.51, n.4, p.123-136, 1998.

7- JELEN, P.; LUTZ, S. Functional milk and dairy products. In: MAZZA, G.,

ed. Functional foods: biochemical and processing aspects. Lancaster:

Technomic Publishing, 1998. p.357-381.

8- KLAENHAMMER, T.R. Probiotics and prebiotics. In: DOYLE, M.P.;

BEUCHAT, L.R.; MONTVILLE, T.J. Food microbiology: fundamentals and

frontiers. 2.ed. Washington: ASM, 2001. p.797-811.

9- KAUR, I.P.; CHOPRA, K.; SAINI, A. Probiotics: potential pharmaceutical

applications. Eur. J. Pharm. Sci., Amsterdam, v.15, p.1-9, 2002.

10- TUOHY, K.M.; PROBERT, H.M.; SMEJKAL, C.W.; GIBSON, G.R. Using

probiotics and prebiotics to improve gut health. Drug Discovery Today,

Haywards Heath, v.8, n.15, p.692-700, 2003.

11- Cuppari L. Guia de nutrição: nutrição clínica no adulto. Efeitos do

consumo de probióticos… Raizel R et al. Revista Ciência & Saúde, Porto

Alegre, v. 4, n. 2, p. 66-74, jul./dez. 2011 Escola Paulista de Medicina. 2ª ed.

São Paulo: Manole; 2005.

12- Karkow FJA, Faintuch J, Karkow AGM. Probióticos: perspectivas

médicas. Rev AMRIGS. 2007 jan/mar; 51:38- 48.

13- Passos LML, Park YK. Fructooligosaccharides: implications in human

health being and use in foods. Cienc Rural. 2003;33(2):385-390.

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Leia 2 comentários nesse post
  1. valeria zavan

    Para quem fez a cirurgia bariatrica com desvio de intestino como funciona a absorção dos pré bióticos?

    • Monica Wagner

      Oi Valéria, veja com seu médico ou nutricionista 😉 bjs

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